Estávamos vendo um filme chinês cheio de acção, uma mulher com ares de imperatriz era puxada numa carruagem por um só homem que corria a todo vapor a pé, quando chegaram ao destino a carruagem parou a mulher parou de se refrescar com o seu leque e deu umas moedas ao homem totalmente empolgado para mais uma corrida, foi nesse momento que ela quebrou o silêncio dizendo:
👸 Amor. Isso sim é trabalhar para ganhar! Esse vai sentir o dinheiro que ganhou, correu para ganhar dinheiro, esse dinheiro é puro, foi ganho com puro suor! Disse ela e a maquinaria com toda sua engenheira no meu cérebro começou a roncar e deu gás a todo vapor.
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Afinal de quantas maneiras se pode sujar o dinheiro? O mais comum é ouvirmos ESSE DINHEIRO TEM SANGUE INOCENTE. Mas e que tal ESSE DINHEIRO TEM SUOR INOCENTE?
Na maioria das vezes aqueles que realmente carregam os fardos nas suas costas, são os que menos dinheiro ganham! É o que todos já sabemos, a mão de obra humana é a das mais baratas que se consegue encontrar. Muitos ainda acreditam que a mecanização e a industrialização tiram o pão das mesas das famílias 🤷🏾♂️ mas esse não é o tema hoje! Voltemos ao nosso tema.
Vamos imaginar um grupo de jovens que decidem unir forças para libertar o seu povo da tirania, pegam nas armas, nos facões e correm com o inimigo, declara-se à independência e institui-se uma nova ordem!
1. Houve mortes no processo?
2. Qual foi o castigo para os tiranos que não eram homens de armas?
3. Não havia espaço para uma resolução pacífica?
Bom, se as tropas dos tiranos tiveram que ser combatidas então houve muito sangue, muitas morte.
Se é que os tiranos ligados a produção agrícola e outras áreas que não impõem a arma ao punho tiveram que pagar o preço vendo seu trabalho ser espezinhado pela guerra, então é muita gente inocente e talvez alguns no desespero para não perderem as obras das suas vidas se submeteram as imposições dos novos jovens traindo assim os seus senhores os tiranos. Então os traidores foram acolhidos? Uma nação nasceu dos sacrifícios de “assassinos” corajosos que arriscaram suas vidas para nos salvar dos tiranos e aceitaram ajuda dos que traíram suas próprias pátrias?
Sempre existe uma solução pacífica, mas tem os que simplesmente gostam mesmo é de guerrear. As vezes a guerra é inevitável 🤷🏾♂️
Por causa da opção de guerrear e descartar uma solução pacífica, quantas são as nações que as suas histórias se confundem umas com as outras? Guerra por todo mundo?
Existe por aí alguma nação que tenha se constituído sem derramar uma gota de sangue se quer?
Sangue inocente, vidas inocentes é o que parece que nunca falta, são os ingredientes sem os quais não se ergue uma nação, uma nação que hasteia a sua bandeira ao alto, tem um hino nacional e tenta turbinar a economia com sua língua e moeda oficial.
Já que o quê nos interessa aqui são as finanças, vamos dar uma vista de olhos nas moedas oficiais e tentar perceber até que ponto o dinheiro que rege as nossas vidas é limpo? Quer dizer puro.
Tomando em conta as circunstâncias em que a maioria das nações ganham as suas liberdades, não seria justo afirmar que na maioria das moedas tem algum sangue de almas inocente escorrendo por ai?
Bom. O que está feito está feito! Não importa a quantidade do sangue 🤷🏾♂️, suor nem outra forma de sacrifico que escorre nas nossas moedas… no nosso dinheiro. O que está feito está feito.
O que adianta julgarmos que todo dinheiro de uma nação inteira é dinheiro sujo com sangue suor ou seja la mais o que de INOCENTES?
De nada adianta enxergarmos que todos pegamos essas notas, porque tudo que construímos com elas vamos pôr em causa.
Não vamos perder o nosso rico tempo com esse tipo de bobagens, nós não estávamos lá, eles que decidiram lutar por nós, agora vamos tentar saborear a independência em paz 🤷🏾♂️ será pedir muito?
TALVEZ A QUESTÃO SEJA: será possível saborearmos a “nossa” independência em paz?
Mas vamos lá deixar os pensamentos negativos para la, precisamos focar nos pensamentos positivos.
Precisamos nos reinventar, precisamos de uma novidade, uma boa nova, algo totalmente puro, aliás totalmente é improvável mas talvez quase puro, precisamos algo quase puro?
Já que é o dinheiro que rege as nossas vidas, será que é possível inventarmos um dinheiro quase livre de toda maldição que acarretamos com o nosso passado?
É isso aí.
Será que vale a pena tentarmos, talvez mais uma moeda que não tenha um dono!
Uma moeda que não tenha nada há ver com as guerras do passado.
Uma moeda de paz, que nenhuma tirano consiga interferir no seu funcionamento.
Uma moeda que não sobrecarregue os nossos recursos naturais!
Uma moeda que permita qualquer um conseguir ter alguns trocados!
Uma moeda rastreavel, sem a cara de ninguém?
Será? Será que conseguiremos oferecer algo tão futurista a nós mesmos? Será que a nova geração vai conseguir trazer algo novo digno das tendências dos últimos tempos? Será que os jovens vão ter a coragem de afirmar que não se trata de negar o velho simplesmente trata-se de acrescentar o novo?
Sempre vamos precisar de algo do passado. Não se faz uma transição sem trazer o nosso passado na bagagem. Mas não vamos nos amarar ao passado nem?
Se o passado acreditamos esteja maculada de sangue, aleguemos que somos inocentes, não estávamos lá. O que precisamos fazer é garantir que jovens puros devotados a paz estejam la no acto da deflexão para podermos nos reinventarmos e saltarmos para o próximo episódio.
Vamos insistir nos mesmos métodos para alcançarmos os mesmos resultados?
Talvez nunca venhamos a conseguir inventar um dinheiro tão puro do qual os vestígios do passado não levem as gerações futuras a questionar as nossas escolhas hoje.
A paz, a resolução pacífica dos conflitos é o que atrai abundância, prosperidade e estabilidade económica.
O terrorismo, as catástrofes, as calamidades, de certa forma são frutos que colhemos e para colher frutos melhores é preciso sabermos semear, aliás é preciso sabermos o quê é que estamos a semear hoje.
Parecer difícil, parecer impossível não basta para nos impedir sonhar.
Bons sonhos! O tema do sonho é: dinheiro imaculado. Sonhe com ele e amanhã conversamos.
Mas por enquanto volto ao meu filme, o homem da carruagem pegou nas moedas deu umas trincadelas e brilhou de alegria, agradeceu a Senhorita que descia tranquilamente e mal ela pôs os pés no chão a carruagem desapareceu num segundo a procura de outra moeda, quer dizer de outra Senhorita aliás de outro cliente ou simplesmente mais um passageiro com ares de baronesa ou imperatriz para transportar de um para outro ponto a troco das moedas de puro metal.
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Naquela época era comum dar umas trincadelas nas moedas para averiguar se o metal era puro, quer dizer se a moeda era pura. Mas então será que a pureza da moeda está na própria moeda? E se la onde as moedas são esculpidas estiver o próprio diabo gerindo o negócio mais ambicionado de todos os tempos? Será que isso importaria depois da mordidela que nos confirma que o metal é puro? O que importaria se o ferreiro fosse o diabo em pessoa, o que importa se o diabo na pessoa do ferreiro tira proveito da sua privilegiada profissão? Quem vai querer saber quanto metal puro o ferreiro ganha com cada moeda que forja, quem vai querer saber o que o suposto diabo na pessoa do ferreiro faz com a sua fortuna? Ele é o ferreiro e ponto final? Enquanto as moedas forem de metal puro não queremos saber dele nem o que é feito da vida dele para além de ser o nosso ferreiro.
Alguém duvida que era exactamente isso que acontecia? Naquele tempo, ninguém queria saber do ferreiro que fazia as moedas, o que importava é que ele fizesse as moedas com algo puro, algo que valesse seja la o que for que acreditavam que valia.
Quem substituiu o ferreiro? Como é que das moedas de metal puro transitamos para simples moedas e simples notas de papel? Como é que vamos dar as nossas mordidelas nesse papel? Quem teria aceite se quer essa possibilidade naquele tempo. Dinheiro de papel!!!!?
Onde é que estão os vestígios, quais são as pistas para seguirmos o percurso das moedas de metal puro até aqui onde estamos hoje com as notas de papel, o dinheiro electrónico em carteiras móveis e algumas cryptomoedas?
Será que deixaram pistas? Será que tem vestígios? Quantas histórias vamos encontrar nessa busca da verdade sobre a transição do ferreiro para seja o que for em que ele se transformou hoje?
Se observarmos o estágio atual da moeda, concluiremos que o ferreiro se transformou em três distintas divindades e é o nosso compromisso hoje conhecer a fundo cada uma delas.
A primeira está ligada aos bancos centrais os Deuses das misteriosas notas de papel, aqui não há muito que falar sobre está divindade que é tão poderosa que não precisa de nenhum metal puro, basta um papel com a sua cara estampada que o papel valerá o que a divindade disser que vale.
A segunda divindade é uma espécie de Senhor da tecnologia, também tão ponderosa quanto a primeira que podemos suspeitar que haja aqui uma relação estilo pai e filho, pois esta divindade que parece nada ter haver com os bancos centrais no fim do dia tem muito haver. Ela criou uma magia que transforma o dinheiro em papel em dinheiro digital, facilitando assim o envio para familiares e amigos que estejam em outros pontos ou lugares distantes. Está magia é tão interessante, mas não mais interessante que a magia da Terceira divindade que se nega por completo a se identificar argumentando que o mundo não precisa conhecer o ferreiro, neste caso o mágico, a terceira divindade que não precisa de nenhum reconhecimento, o que ela quer é que o mundo conheça e reconheça o seu trabalho, ou seja a sua magia que consegue em algum momento se distanciar e sé diferenciar por completo dos métodos das outras duas divindades. Está terceira divindade recorre a todas as almas espalhadas pelo mundo, para com o seu trabalho, com o seu suor cada alma contribuir para gerar uma moeda totalmente digital.
Ora vejamos o que temos até aqui em termos de percurso:
1. Temos o ferreiro e as moedas de puro metal.
2. Temos os banqueiros com os lingotes de ouro, livros de cheque e a moeda em notas de papel.
3. Temos as grandes operadoras de telefonia, com as carteiras e o dinheiro móvel.
4. Temos os misteriosos programadores da computação e as moedas totalmente digitais “seguramente” criptografadas na internet.
Se voltássemos no tempo, aliás sé pudéssemos entrar no filme chinês e pausar naquele instante em que o homem da a mordidela na moeda… se pudéssemos viajar por toda China ao encontro de todos no momento exacto da trincadela para apresentar o resultado da nossa pesquisa e perguntar qual das entidades eles escolheriam excepto a do ferreiro.
Tem a divindade com a sua cara estampada no papel.
Tem a divindade com o poder tecnológico das operadoras de telefonia móvel.
Tem a divindade da computação com a programação e encriptação excepcional.
Talvez aceitassem escolher uma das divindades sim! Mas e se perguntassem QUAL É O PROBLEMA DE DEIXAR AS DIVINDADES EM PAZ CADA UMA FAZENDO DAS SUAS? Provavelmente a resposta seria PROBLEMA NENHUM.
Na verdade a interligação e dependência entre as divindades é tão forte que não faz sentido comparar uma com a outra, pior ainda tratando-se da pureza de cada uma delas.
O que temos na verdade são mais opções, mais alternativas em termos de divindades para as quais recorrermos, e conforme as necessidade e principalmente o perfil de cada um de nós escolheremos e recorreremos a cada uma delas conforme as circunstâncias. De certeza para cada situação cada uma das divindades poderá nos servir de maneiras diferentes.
Para terminar.
Então existe ou não existe o dinheiro puro?
Qual é atualmente a moeda mais pura?
Se a pergunta agora, hoje, fosse essa, qual seria a sua resposta?
⁃ A moeda mais pura é a do ferreiro.
⁃ Essa seria a sua resposta?
⁃ Sim.
⁃ Mas essa moeda já não existe!!!?
⁃ Mas essa é a minha resposta.
⁃ As outras não são puras?
⁃ Não se trata de serem ou não serem puras…
⁃ De que se trata então?
⁃ Trata-se de nos serem úteis, de não nos matarmos nem matarmos por causa delas…
⁃ Nos matarmos por causa das moedas ou das divindades?
⁃ Tanto faz!
⁃ Essa é boa. Então não importa se a moeda é ou não é pura, nem se quer importa se é a mais pura de todas?
⁃ Isso!
⁃ Importa é que não nos matemos nem matemos pelas moedas, sejam elas quais forem?
⁃ Isso mesmo! Nem pelas divindades também!
⁃ Isso mesmo!
⁃ Mas isso é possível?
⁃ O que?
⁃ Não nos matarmos?
⁃ Vamos deixar esse tema para uma outra ocasião mais apropriada.
⁃ Ok. Então a moeda do ferreiro, que já não existe, já não se faz é a mais pura para ti?
⁃ No meu entender sim. O ferreiro a moeda dele, feita de metal puro é a mais pura.
⁃ Certo.
⁃ Tanto as tantas entidades como os vários povos que continuem a jornada na busca da moeda mais pura de todas. Uma moeda impossível de macular com sangue inocente.
⁃ 👍🏾✌🏾
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NB: tudo que se parecer coma realidade é pura ficção.